25 junho 2007

A mística está a morrer?!?

O FC Porto continua a encontrar no mercado extramuros os reforços para atacar o Tri Campeonato, esquecendo os jovens que todos os anos vão brilhando nos campeonatos nacionais de juniores com a camisola azul. As referências que sempre pautaram os balneários dos Dragões desaparecem todos os anos da competição e levam consigo a identidade e mística de um Porto que joga por amor à camisola. Lembra-me agora João Pinto, Paulinho Santos, André, Jorge Costa e Baía que ano após ano carregaram nos seus ombros a responsabilidade de incutir nos mais jovens a força de um colectivo azul, o espírito de uma equipa insaciável de títulos. Os baluartes dessa história desaparecem mas resta alguém neste momento capaz de chamar a si essa responsabilidade? A resposta é não! Apesar das indicações positivas de Pedro Emanuel, a mística que a aqui se fala nasce nas camadas jovens, é alimentada com títulos e após a idade de sénior a incorporação na equipa principal é acompanhada de perto pelos catedráticos , os velhos das Antas. Os velhos das Antas estão mortos, afastados das equipas principais do Porto de há 10 anos a esta parte, desde a geração de Jorge Costa, Vítor Baía e Fernando Couto que nenhum jogador é treinado para assumir esses desígnios dentro da equipa e não será Jesualdo Ferreira a incutir essa atitude nos seus pupilos. Quem não se lembra dos berros de Jorge Costa dentro de campo? Ou de Vítor Baía dando indicações para dentro de campo através do banco de suplentes quando o jogo corria mal?A mística está morta ou existe alguém capaz de a recuperar?

1 comentário:

Miguel Guimarães disse...

Um mouro de azul?? Um portista a beber Sagres? Isto não é normal!
Normal seria essa cerveja moura nas mãos do Sabrosa! O nosso Baía devia era ter juízo e ficar-se pela nossa cerveja!Pahh!
Oh Baía, não podes fazer isto ao Norte! Bebe mas é um fino Super Bock!

Isto sim é natural!

Miguel Guimarães