15 agosto 2007

Bomba de Izmailov põe dedo na ferida...

Que Porto é este que está a ser construído por Jesualdo Ferreira? Para onde caminha esta equipa que foi construída com base em milhões de euros investidos em novas contratações? Este Porto que foi batido pelo Sporting no primeiro troféu em disputa nesta nova época apresentou-se com um onze impróprio para os seus desígnios de vitória, para as suas aspirações de campeão incontestável...como pode esta equipa criar automatismos e rotinas se em cada jogo se apresenta com diferentes protagonistas e faces distintas? Para exemplo, veja-se a temporada anterior em que em 30 jogos de campeonato o Porto se apresentou com 30 equipas iniciais distintas.
No primeiro clássico e que determinou o primeiro troféu, esta equipa apesar de apresentar um domínio latente sobre o oponente nunca foi capaz de ser entusiasmante ou perigosa, apresentar um caudal de jogo intenso e dominador, isto apesar das três bolas aos ferros da baliza de um Stojkovic que teve um jogo tranquilo, assim tal como Helton. Da análise ao jogo observa-se que o Porto entrou com uma equipa de retenção a meio-campo com Paulo Assunção, Raul Meireles e Mareck Cech, todos eles com objectivos em campo de recuperação e contenção do jogo ofensivo dum meio campo do Sporting com Miguel Veloso, Izmailov, João Moutinho e Pipi Romagnoli, curiosamente um losango com caracteristicas de construçao de jogo. Esta analise indicia uma de duas coisas: ou Jesualdo quis estancar o jogo do Sporting e construir o seu jogo de ataque pelas alas ou acredita ter em Raul Meireles e Cech jogadores capazes de construção de jogo ofensivo, em ambas diga-se que errou porque o jogo do Porto não carrilou e perdeu-se em passes laterais, sem imaginação para construir jogadas de ataque que levassem perigo e sem dominio absoluto sobre um meio campo rápido e trabalhador, com Miguel Veloso como protagonista e Izmailov como obreiro.
Depois de contratações em altura e peso para o meio campo estranha que os jogadores escolhidos sejam precisamente os mais baixos e frágeis do plantel, ficando de fora Bolatti, Kaz e mesmo Luis Aguiar. Outra pergunta que fica no ar e foi bem visivel em toda a partida, foi a falta de um número 10 capaz de carregar o meio campo do Porto é: será Luis Aguiar capaz de se assumir como patrono da posição? Ou será que o Leandrinho que tão boa conta deu de si não tem ainda capacidade de se impor no onze?Certo é que o Porto necessita de ter um homem capaz de assumir as lides a meio campo, pois foi aí que o Porto jogou mal e perdeu o jogo, pois no golo verde e branco, como em outras ocasiões durante a partida perguntou-se onde estava Paulo Assunção aquando dos remates frontais à baliza portista? Para a história fica o primeiro troféu ganho pelo Sporting, o facto de o Porto não ter ainda conseguido ganhar nenhuma Supertaça ao Sporting em três possíveis e a fabulosa bomba de um russo recém-chegado ao nosso país. Que nova desculpa terá Jesualdo para não se assumir como um treinador defensivo, medroso e com pé frio para as substituições? E se se gastou tanto em novos jogadores porque não entram no onze? Se era para comprar jogadores de banco e bancada bastava ter ficado com os emprestados...não pode Jesualdo argumentar que esta equipa não foi construida por si....tem de apresentar resultados!!!

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