24 dezembro 2007

Pai Natal azul na Choupana

Foi um Pai Natal azul e branco o que se deslocou à Choupana para se bater com o Nacional. Depois de 13 jornadas encarnando o "diabinho" que rouba os presentes ( leia-se os pontos ) aos seus adversários, os portistas resolveram entrar na época Natalícia a distribuir presentes mais cedo do que o costume, e o resultado foi uma derrota. Sem Quaresma castigado e Tarik lesionado, Jesualdo Ferreira apostou em Mariano e Postiga, mantendo o esquema habitual, erradamente pois foram ambos do que de pior se viu em campo. A equipa acusou e muito a falta do seu "mágico" Harry Potter.
Pelo que se viu no terreno de jogo, este Porto sem Quaresma torna-se inócuo, pouco produtivo e imaginativo, sem capacidade para fazer circular a bola até ao ataque. Mariano González foi sempre demasiado trapalhão, pouco esclarecido, querendo fazer tudo muito rapidamente e perdendo demasiadas bolas, comprometendo assim as iniciativas de ataque. Já Postiga como não podia deixar de ser, falhou nas poucas vezes em que o Porto conseguia ser perigoso. O caso do 23 portista ameaça tornar-se um erro sério de casting no futebol português. Depois de um inicio de carreira bastante promissor com golos e boas exibições, Hélder Postiga tem vindo a decair de produção ano após ano, revelando-se um jogador medíocre, desinteressado, alheio ao esforço colectivo e pior que tudo demasiado perdulário para um ponta de lança na hora de fazer o golo. E não se pode queixar de não ter oportunidades, senão que dirão Adriano, Edgar e Ernesto Farias que aguardam ansiosamente por jogar e demonstrar o seu valor.
O jogo foi desinteressante, só a espaços se viam alguns rasgos de futebol. Nesta partida nem Lucho, o "El comandante" do jogo dos dragões, conseguia ser cerebral e tão pouco Lisandro foi letal, apesar de algumas oportunidades na cara de Diego. O Nacional limitou-se a aproveitar a forma amorfa como os portistas abordavam os lances e a própria partida, e aos 55 minutos acabou por marcar num bom remate de fora da área de Lipatin, sem que tenha criado uma oportunidade de perigo junto à baliza de Hélton.
Daí até ao final, controlou as ténues investidas dos portistas e somou os três pontos, mais por demérito do Futebol Clube do Porto do que por mérito próprio.
Radiantes terão ficado os rivais da 2ª circular, que tal como as crianças esperam que bata a meia noite de Natal para abrir os presentes, desesperavam desde o início campeonato por abrir prendinhas portistas. Rejubilam agora com a prenda que lhes caiu no sapato, já que vão poder passar o Natal mais perto do 1º lugar ( 9 e 7 pontos respectivamente!?! ). Uma diferença que lhes permite manter o discurso politicamente correcto do "ainda é possível", ficando a sonhar com mais ofertas do Pai Natal azul e branco. Mas Natal é uma vez por ano!!!

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