18 dezembro 2007

Porto "O Conquistador"

Os treinadores já o tinham prometido, os jogadores trataram de cumprir, houve espectáculo no Dragão. Ao longo da semana Manuel Cajuda foi avisando que não iria jogar retraído no Dragão, a equipa iria discutir o resultado frente ao bi-campeão nacional. Nas bancadas as claques faziam a festa num apoio incondicional aos seus clubes. Os dados estavam lançados para um grande espectáculo numa noite fria na cidade invicta. O Porto foi uma equipa igual a si própria, impôs um ritmo alto desde o inicio e poderia ter marcado mesmo antes de se chegar aos 10 minutos de jogo, mas incrivelmente Quaresma falhou com a baliza escancarada atirando por alto depois de um cruzamento de Lisandro pela esquerda. Um filme que se repetiu pouco depois com Tarik a imitar o 7 dos Dragões e a perder um golo certo na cara de Nilson. A asa esquerda do Porto produzia oportunidades e criava perigo sempre que ultrapassava Andrezinho. Uma primeira parte de parada e resposta, o Guimarães não se atemorizava e gizava jogadas de belo entendimento, no entanto inconsequentes. Alan ia fazendo as hostes do ataque vimaranense, do outro lado Quaresma e Lucho iam abrilhantando a noite com pormenores que faziam as delicias das bancadas. O nulo ao intervalo pecava por escasso pelo volume e qualidade do futebol que se assistiu, um verdadeiro espectáculo de futebol. Um Guimarães corajoso, a equipa que talvez mais problemas criou ao Porto no seu estádio esta época, quer pelo seu jogo ofensivo ( teve mais ataques que o Porto) quer pela qualidade da recuperação e equilíbrio defensivo demonstrado, apoiado nas boas exibições de Flávio Meireles e João Alves no centro do terreno e Geromel Sereno e Desmarets na retaguarda. Só Andrezinho destoou e as investidas portistas eram sempre perigosas pelo seu flanco. Para a segunda metade, tudo na mesma, os treinadores optam por não mexer nas equipas. O Porto no entanto, vem mais decidido a resolver a partida e aos 55 minutos Tarik finalmente bate Nilsón numa jogada novamente ensaiada pelo flanco esquerdo que passa toda a defesa vitoriana até que o marroquino faz balançar as redes. Estava feito o 1-0, o jogo continuava vivo, mas Manuel Cajuda faz entrar Targino para o lugar do desinspirado Ghilas. O Vitória arrisca mais e abre espaços para o contra ataque, foi o que fez Lisandro ao concluir uma jogada, uma vez mais pela esquerda, depois de receber uma bola que mata no peito tirando do lance Geromel, e remata para golo. Com este golo aumenta o seu pecúlio esta época para 11 golos distanciando-se ainda mais na luta pelo titulo de máximo goleador da Liga. Até final o Porto controlou o resultado, Jesualdo deu minutos de jogo a alguns dos seus pupilos no banco de suplentes. O Vitória esse não se resignou e tentou chegar ao golo mas Hélton primeiro e a barra mais tarde impediram que o Guimarães facturasse no Dragão. Vitória justa e sem contestação dos azuis, no melhor jogo até ao momento no Dragão, a provar que as equipas não devem temer o resultado final mas sim temer perder sem tentar jogar bom futebol e sem dignificar o espectáculo. Nesse capítulo um bem haja ao Vitória de Guimarães e ao seu destemido treinador Manuel Cajuda que enchem estádios pela excelência do futebol que praticam. Com esta vitória o Porto é agora mais líder, mercê da derrota do Benfica às mãos do Belenenses de Jorge Jesus, aumentando para 10 pontos a vantagem.

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